Escreva-nos!

povo.famalicense@gmail.com

A sua opinião é importante.
Somos um blogue com rosto, pelo que as mensagens anónimas vão direitinhas para o caixote do lixo; se for o caso, indique que deseja permanecer anónimo; mas perante nós, identifique-se, por favor.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Vem aí um novo jornal

Uma das consequências da recente batalha eleitoral na concelhia do PS será o surgimento de um novo periódico em Vila Nova de Famalicão.
A medida resulta da opinião, sustentada no círculo próximo de Fernando Moniz, segundo a qual o PS (leia-se, a direcção concelhia do PS) tem dificuldade em fazer passar a mensagem nos média locais; a gota que fez transbordar a taça terá sido a publicação como publicidade paga, n’ “O Povo Famalicense”, do texto da moção “Ganhar Famalicão”, subscrita por adversários internos de Moniz.
A nova publicação será financiada principalmente por publicidade a angariar por Domingues Azevedo e Duarte dos Santos, junto de dois grupos económicos importantes (Salsa e Trofa Saúde), podendo ainda vir a contar com outras participações de empresários que mantêm estreitas relações, quer com o actual Governador Civil, quer com o novel Bastonário.


Carlos de Sá

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Choque frontal faz uma vítima mortal em Fradelos

Um homem de 79 anos perdeu a vida numa violenta colisão frontal na Estrada Nacional 309, que liga a freguesia de Fradelos ao concelho de Vila do Conde, cerca das 12h45 de hoje.
Segundo O Povo Famalicense conseguiu apurar a vítima mortal é natural da freguesia de Fradelos e residia precisamente em Vila do Conde. Conduzia um micro-carro (veículo que dispensa carta de condução) e ter-se-á despistado numa curva pronunciada, embatendo de frente com outra viatura ligeira.
À chegada dos Bombeiros de Famalicão ao local o homem encontrava-se já sem vida.

9 de Abril

Hoje é o dia 9 de Abril.
Dia da Batalha de La Lys travada em 1918.
Temos uma praça e um monumento que recordam essa data.
Está lá o nome dos famalicenses mortos mas ninguém se importa.
Que ao menos fique aqui uma lembrança.

António Cândido de Oliveira

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Líder do PSD demite-se e faz cair Comissão Política após dois meses das eleições

Durou pouco mais de dois meses o mandato de Mário Passos à frente da Comissão Política Concelhia do PSD. Ao final do dia de ontem ficou conhecida a sua demissão, atitude com a qual de solidarizaram todos os restantes membros do mesmo órgão.
Em comunicado às redacções na penúltima hora de ontem Mário Passos alega que as suas responsabilidades como vereador, assim como razões de ordem pessoal, não lhe permitem desempenhar as funções de líder do PSD "com a disponibilidade que se exige".
No entanto, informações que O Povo Famalicense conseguiu apurar junto de pessoas ligadas ao PSD dão conta que esta demissão terá a ver com o resultado das eleições para a liderança nacional do partido. Era sabido que, internamente, a secção de Famalicão estava dividida no apoio aos quatro candidatos. O apoio a dois deles, Passos Coelho e Paulo Rangel, terá dividido a estrutura do partido e nomeadamente os órgãos internos, criando a instabilidade que estará na origem da queda da Comissão Política.

Sandra Ribeiro Gonçalves

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Audição de escutas divide advogados

As audição de algumas escutas telefónicas em audiência divide os advogados que defendem os 26 arguidos que estão a ser julgados por crimes relacionados com o tráfico de droga, moeada falsa, receptação, roubo, entre outros.
O julgamento, que hoje prossegue e envolve arguidos como Maria da Natividade, mais conhecida como "Espalha Brasas" e tida como um dos líderes da alegada rede criminosa, ficará marcado pela tomada de decisões em matéria de escutas telefónicas. Enquanto a maioria dos advogados prescindiu ontem de ouvir as gravações constantes da acusação, um advogado declarou a manutemção do interesse em ouvir pelo menos alguns excertos. No seu entender, a audição em sala de audiência é pertinente para que o seu cliente, tido pela acusação como um dos líderes da alegada rede, na medida em que permitirá exercer o contraditório face á interpretação que foi feita pelos titulares da investigação.
Hoje ainda deverão ser também exibidas as notas falsas apreendidas, para que seja atestada a sua qualidade.

Sandra Ribeiro Gonçalves

terça-feira, 6 de abril de 2010

Recolha do Lixo

Soube por um jornal local ( não pelo "Povo", que mais uma vez foi discriminado pela Câmara) que hoje não há recolha de resíduos sólidos urbanos.
Já na semana passada tentei saber como era a recolha no preíodo da Páscoa, sem êxito.
A página web do município, que consultei está cheia de textos e imagens mas prefere destacar um espectáculo de música para não sei quando do que esta notícia da maior utilidade local.
E andamos assim!

António Cândido de Oliveira

quinta-feira, 1 de abril de 2010

"Famafest, Vídeos, Literatura e erros ortográficos"

Por mais vezes que este executivo diga que o Famafest é um evento de grande interesse para os famalicenses, a verdade é que o festival é repetitivo até à exaustão. Não há inovação nos conteúdos, tudo parece dejà vú. Por exemplo, o ciclo dedicado aos vampiros já passou numa edição anterior. Para além disso, o aparente sucesso que o director do certame apregoa todos os anos, justificando com a adesão do público, rebate-se muito facilmente. As crianças encheram a Casa das Artes porque as manhãs são sempre dedicadas à animação. Assim, a câmara publicita, incentiva, e os infantários acorrem em massa a essas sessões. Nada de especial. Em relação aos outros dias em que a Casa das Artes enche no Famafest, esses são previsivelmente os mesmos. Na abertura e encerramento do certame as pessoas são atraídas por espectáculos teatrais e musicais de entrada livre. E a sala enche. Nos dias em que são exibidos os grandes sucessos do ano, premiados com Globos de Ouro e Oscars, toda a gente quer ver. E a sala enche. E o resto? E as salas da Biblioteca Municipal e do Centro de Estudos Camilianos a exibirem ciclos dedicados a realizadores, actores, escritores, etc.? Essas enchem? Claro que não! Não raras vezes podiam contar-se pelos dedos de uma mão as pessoas que assistiam ao Famafest nesses locais. Até o discurso vitorioso de encerramento do festival é sempre o mesmo. Lauro António "agarra-se" constantemente às 1000 crianças que diariamente vão ao Famafest. Bom, já percebemos que elas são o sucesso do Famafest, não vale a pena estarmos sempre a bater no ceguinho. Mas será que o sucesso global de um certame que custa mais de 70 mil euros se resume apenas a isso? Será que esse dinheiro nas mãos da única entidade que faz chegar o cinema aos famalicenses, não resultaria num serviço de verdadeira utilidade pública? Pois é, o Cineclube de Joane faz um trabalho de genuína dedicação ao cinema. Podiam perfeitamente, sem pompa nem fúteis desfiles de personalidades, organizar um grande festival de cinema de elevado mérito cultural, com o cunho inconfundível desta associação famalicense. Um festival feito por famalicenses que poderia atingir dessa forma a tal projecção que o Famafest falsamente diz atingir. O Famafest está gasto. Edna Cardoso, num dos últimos artigos seus no jornal “O Povo Famalicense”, refere isso mesmo. Realçando que o sucesso relativo do Famafest resulta da vinda a Famalicão de vedetas nacionais de vários quadrantes artísticos, afirma que seria muito mais justo homenagear a gente da casa. Famalicenses que pelo seu desempenho e dedicação a esta terra mereciam muito mais destaque do que muitos dos que são inscritos na calçada da Casa das Artes, pois esses pouco ou nada fizeram por Famalicão, pelo desenvolvimento e projecção desta terra a nível nacional e além-fronteiras. Nesse passeio da fama são homenageadas figuras, a cada Famafest, sem quaisquer critérios objectivos. Só os jogos de interesses e escolhas pessoais do director do Famafest é que ditam essas homenagens. Mas até aí existem falhas lamentáveis. Na placa colocada no tal passeio da fama, o nome do escritor angolano José Eduardo Agualusa apresenta um erro. Agualusa está escrito com Z. Desconheço se o próprio, no momento do descerramento, notou a falha, nem sei tão pouco se mais alguém a descobriu. Porém, no site da Município, no vídeo que faz o resumo do encerramento do Famafest, este lapso aparece logo a abrir. Enfim, dá-se inocentemente destaque a um erro que envergonha quem o comete, neste caso o próprio promotor do festival que é a Câmara Municipal. Como é possível que em plena era da internet, onde se pode pesquisar praticamente tudo, se possa cometer erros num nome tão conhecido da literatura lusófona? Isso só demonstra falta de organização, de análise cuidada. Isso só demonstra falta de cultura, pois essa não pode ser confundida com desfiles de vaidades, nem com arrogâncias e bajulices muito mal disfarçados. Espero que o José Eduardo Agualusa perdoe este lapso a quem não sabe que Luso, Lusitanos, Lusíadas, lusófono, e até mesmo Agualusa se escrevem com S. Assim vai as venturas e desventuras de um festival de cinema chamado Famafest.

Fernando Lima