Por acréscimo, a coisa significa um negócio jeitoso, com um encaixe financeiro invejável para os felizes contemplados pelo júri (cuja composição é uma descarada confissão de completa dependência face ao poder político), e por outro lado um endividamento do Município que impedirá futuras administrações de mandar cantar um cego, por falta de dinheiro.
Mas as coisas parecem não correr lá muito bem. Afogada numa trapalhada jurídica cozinhada pelos próprios, a direita está a ver o negócio a fugir como areia entre os dedos, e a retirada da proposta da agenda da Assembleia Municipal, na pretérita sexta-feira, é só uma das muitas peripécias que se adivinham.
Carlos de Sá
