Conto-me entre as pessoas que não exultaram com a nomeação de Mário Martins para o Centro de Emprego. Por isso, estou particularmente à vontade para falar do seu afastamento: é um sinal inequívoco da queda do poder de influência de Fernando Moniz. Parece-me, por outro lado, um sinal do estado da perfeita auto-gestão em que tem vivido o IEFP há largos anos (que denunciei em correspondência pessoal para vários interessados).Se a parca capacidade de influência de Moniz é uma questão que apenas atrapalhará o próprio e mais um meia dúzia de nomeados, a questão da gestão do IEFP é verdadeiramente preocupante, porque nenhum titular da pasta teve, nos últimos anos, a coragem de mexer naquele gigantesco sorvedouro de dinheiros públicos, aparentemente entregue ao arbítrio de funcionários de topo, sem alma nem outros objectivos que não sejam o de manterem o seus próprios privilégios.
Carlos Sá
1 comentário:
Surpresa inteira para mim.
Li o texto da Filomena e vejo motivos para preocupação.
Será que vamos perceber bem o que se passou?
António Cândido
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