A sentença foi lida há minutos pela juíza Fernanda Fernandes, que presidiu ao coletivo que julgou o caso. O coletivo considerou provada a "generalidade" dos factos constantes da acusação, tendo dado como certa a coação e violência física e psicológica que J. Ferreira exerceu durante anos sobre a mulher, M. Conceição. O coletivo considerou ainda que resulta provado que o empresário famalicense obrigava a companheira ao envolvimento com outras pessoas em encontros sexuais que eram fotografados e filmados.
A convicção dos juízes foi formulada com base nas provas constantes da acusação, nomeadamente diversas cartas em que o arguido agora condenado ameaçava e injuriava a companheira, mas também em diversos testemunhos, nomeadamente da ofendida e de pessoas que se relacionavam com o casal.
A condenação atribuída é o cúmulo jurídico de uma pena de quatro anos e três meses pelo crime de violência doméstica, de três anos e quatro meses por um crime de detenção ilegal de arma, e de um outro crime de detenção ilegal de arma pelo qual é condenado em um ano e dez meses.
À saída do tribunal, o advogado do arguido manifestou intenção de recorrer da pena, mostrando-se surpreendido com a "valoração" que o coletivo fez de determinados elementos de prova. Já o advogado de M. Conceição, Francisco Peixoto, considerou que se fez justiça à sua cliente.
Sandra Ribeiro Gonçalves
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