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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

JORGE REIS - SÁ NO GRUPO BABEL

Depois de abandonar a banca, incompatibilizado com o poderoso banqueiro Jardim Gonçalves, Paulo Teixeira Pinto passa a dedicar-se à indústria editorial. O projecto BABEL apresentado publicamente no último sábado no Auditório da Biblioteca Nacional, em Lisboa, é a sua mais recente criação no campo da produção e divulgação literária. Paulo Teixeira Pinto advoga para o seu projecto valores e ideias que o levam a afirmar que " queremos afirmar-nos como uma referência na intervenção cultural."
As previsões apontam para que a BABEL venha a editar em 2010 cerca de 300 títulos. Paulo Teixeira Pinto vai depender muito da equipa que o acompanha, como o próprio reconhece . " Tenho muito cuidado a escolher as pessoas que trabalham comigo. Quando delego, delego. E confio. Além disso o meu método é colegial ", declarou em entrevista ao " actual ", a revista da área da Cultura do semanário EXPRESSO, da passada semana.
Um dos homens da sua confiança a acompanhá-lo neste projecto é Jorge Reis-Sá. Depois de ter visto fracassar a editora que fundou, a extinta Quási , Jorge Reus-Sá projecta-se agora num universo com outra dimensão, num espaço capaz de o saber reconhecer e o acarinhar mais do que foi na sua terra natal - Famalicão.
O que se passou com as Quási e com o seu insucesso confirma que " ninguém é profeta na sua própria terra " . Jorge Reis-Sá tem agora à sua frente um grandioso e interessante desafio a que saberá dar resposta. Famalicão só terá que felicitar o Grupo BABEL pela escolha e desejar ao Jorge Reis-Sá o maior êxito.
Pela colaboração que em tempos nos aproximou e pela estima que tenho pelo Jorge, deixo neste blogue as minhas felicitações pessoais e os meus sinceros votos de um futuro próspero.

Edna Cardoso

1 comentário:

Carlos disse...

Para além de ser um escolha acertada de Paulo Teixeira Pinto, é uma justa promoção para o Jorge Reis-Sá, pelo talento e dedicação à criação literária e aos livros, e a prova provada que Famalicão não tem sabido acarinhar e aproveitar as suas elites - para usar o qualificativo que o JN da passada segunda-feira utilizou para sublinhar a coincidência de Mesquita Machado, Jorge Ortiga, Fernando Moniz e Paulo Brandão partilharem a mesma matriz famalicense desde o berço.
Quasi não damos por eles, mas Famalicão dispõe de massa crítica, de cérebros, de nervo, de espessura de pensamento - de valor!
Tirando os primeiros anos do consulado autárquico de Agostinho Fernandes, as prioridades de quem tem governado o município estão centradas na sobrevivência domesticada de um "monstro", alimentado à base de cumplicidades incompetentes e políticas fidelidades caninas, em que está transformada a Câmara Municipal. Serão 1200/1300 pessoas? Não sei ao certo; o que, como famalicense me importa, é que funciona mal e não tem potenciado e rentabilizado a favor de Famalicão e dos famalicenses os nossos melhores e mais capazes. Um outro exemplo: Jorge Moreira da Silva.
Eles sim! São influentes e podem acrescentar valor e modernidade à nossa capacidade colectiva de empreender.
Felicidades!, Jorge. Fico a torcer para que dês a volta por cima. O teu Pai, que eu recordo com saudade tantas vezes, está feliz e orgulhoso.
Carlos de Sousa